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São Paulo Fashion Week 2019

5º e 6º dia de desfiles - O 5º dia iniciou com o Projeto Estufa de Aõ e Mipinta. Aõ trouxe uma relação entre timbres, efeitos e silêncios da trilha sonora e as cores, texturas e tipos de modelagem da coleção, mas o ponto marcante foram os modelos desfilando com os rostos que pareciam estar congelados no tempo. Já Mipinta falou da poluição dos oceanos e apresentou uma coleção esportiva, com cortes tipo anos 80 e bem colorida. 

Fonte: letmebeweird

Com nome na coleção de Contra, a Cotton Project apresentou uma coleção olhando para os anos 50 e 60. Misturou universos, épocas, referências esportivas e urbanas, porém não fugiu da sua influência em esportes como skate e surf e se destacou com a sua cartela de cores sempre pesada.

A Apartamento 03 fazendo ligações com a era da internet, foca na mulher ao natural. Dessa vez a estampa deu lugar aos looks lisos com as cores amarelo e lilás bem claro, quase um tom apagado.

Ratier inspirada em crenças religiosas, manteve suas inspirações em modelagens esportivas e urbanas. Apresentou shapes oversized e marcou forte com ombreiras. Na cartela de cores, apostou no preto, branco, marrom, roxo e amarelo.

Estrelando a passarela do SPFW, Haigh destacou os cabelos, com tranças, volumes, dreads sintéticos e até perucas. Renata trouxe para o desfile a liberdade e a força da mulher.

Finalizando a noite Ronaldo Fraga trouxe as passarelas os painéis de Guerra e Paz, de Candido Portinari, onde queria se referir a situação política atual do país. O estilista mineiro trouxe modelos com capacetes, criados por Marcos Costa que tinham adornos de pombas brancas, livros de geografia e história, filosofia, armas com flores e até animais mortos, para representar diferentes questões, como genocídio de negros, ataques a LGBT, exploração de florestas e outros temas. As roupas trouxeram estampas de figuras de Guerra e Paz, balas, estilhaços, índios crucificados e sangue. Em uma delas, uma camisa em linho e nas costas a foto de Marielle Franco e tiros em bordados. No chão, café, símbolo de riqueza mas também se referia ao trabalho escravo.

O último dia iniciou os desfiles com o Projeto Estufa com as marcas Lucas Leão, Korshi e Led. Em seu segundo desfile, Lucas Leão falou sobre a dissolução da subjetividade em regimes ditatoriais e se destacou com estamparia em peças esportivas sobre fluidas organzas. Led, de Célio Dias, apresentou a coleção Zangada que se referia ao estado de espírito. Junto com a artista Thereza Nardelli, ela assinou a coleção de ilustrações, estampas corridas e pinturas a mão e Célio continuou a inventar no tricô, seu ponto característico.

Em seguida Ocksa desfilou sua coleção celebrando a diversidade, inspirada nas poesias das cidades e das ruas. Mantendo sua identidade ela desfilou shapes amplos, com sobreposições e um mix de texturas e tecidos, como sarja, veludo, lã fria e moletom.

Elogiadíssimia, Flávia Aranha se destacou nessa edição. Com uma cartelas de cores do urucum e pau brasil, ela trouxe uma coleção minimalista e tropical. Jutas, organzas, lindas sandálias, tornozeleiras com sementes, broxes de antúrio, brincos cobrindo as orelhas e as artesãs que finalizavam as peças minutos antes dos modelos entrarem na passarela, marcaram o desfile.

Cavalera chamou a atenção para as pessoas que vivem em redes sociais. Trouxe bastante jeans, jaquetas de couro e casacos de pelúcia. Na cartela de cores, muito dourado, xadrez vermelho com estampas de vaca, preto e branco com neons e um incrível quadriculado no preto e branco.

E aí, o que achou dos desfiles?? Conta pra gente!!

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